11 de jun de 2010

Agir

Reli reflete sobre o agir e o reagir. Reflete porque está em dúvida. Grande novidade. Reli se vê numa situação em que se sente tentada a agir.

Há um bom tempo atrás, Reli era uma pessoa que agia, tomava atitudes. Mas o tempo mudou Reli e fez com que ela passasse ao outro extremo, fez com que ela reagisse mais do que outra coisa. Reli continuou a antever o que estava por vir, mas perdeu a coragem de agir em prol do que lhe tinha sido mostrado mesmo vendo mais à frente o que viria a se tornar realidade. Porque o que aflorava em forma de sentimentos tornou-se inseguro, dúbio, e portanto, era rejeitado. E com isso passou a questionar se o que havia visto em seus momentos mais clarividentes era real. E assim viciou seu comportamento em reagir esperando que algo ou alguém tomasse uma atitude já que não tinha mais certeza de seus quereres. E em se estando nesse processo de andar para trás, não mais enxergava. E por isso veio a esperar a ação de fora. O que funciona também. Chega-se ao mesmo fim. Mas fica a sensação de que se perdeu tempo. Embora Reli saiba que foi o tempo necessário pro que poderia ser feito naquele momento de vida. Mas fica a sensação. Uma aflição de que não se teve as rédeas da vida nas mãos mesmo sabendo de antemão o que viria. Ficava a falta de confiança sobre o que se percebia de si mesma. A dúvida que duvidava se seria real o seu insight ou não. Ficava o medo das conseqüências de uma atitude inadequada. Embora Reli também saiba que movimento atrai movimento, e, se nos dispomos a mudar algo, mesmo que seja para o lado errado, a vida se incumbirá de nos colocar na estrada mais adequada só por ver nossa boa intenção em fazer algo achando que era o certo ao invés de não nos movermos. Mas ficava o sabor amargo de amargar tentativas. Tentativas tristes e infrutíferas. Faltas de movimento que atraiam inércia.

Portanto, neste momento, Reli se vê na encruzilhada do agir e do reagir. Acha que deve agir mesmo que erre. Mas está titubeante. Tem medo. Desaprendeu a interpretar o “NÃO”, o “BASTA”, o “JÁ DEU”. Esqueceu-se como é o sentir que escolhe. Reli tem que aprender a andar de novo. Tem que se atualizar. Que constatação!

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