7 de jun de 2010

Críticas

Reli reflete sobre críticas. E só reflete porque foi criticada.

Criticar os outros é das coisas mais fáceis que existem. É só ser boa observadora, captar um deslize que já é um julgamento dos fatos, e colocar em palavras como se fosse uma constatação alguma maneira de constranger um outro. Veneno do bom. Reli reflete justamente sobre esse prazer em se destilar esse veneno. Se queres um carma negativo, colher mal estar ou culpa, ou vergonha, ou qualquer sentimento mais tosco, a idéia já foi lançada. É só seguir.

Se desejas algo melhorzinho um pouquinho puxe o freio de mão na próxima vez. Se existir alguns segundos entre o que pensas e falas, refreie o que vem. Parecerá que está deixando passar uma boa chance de ajudar o outro. Ou de machucar o outro. Mas então chegamos ao ponto das decisões: quem quero ser? O que gostaria para mim? O que aprendo com o que sinto ao colocar um muro entre o que penso e falo? Chegará o dia que nem pensarei?

Reli reflete que se houve um incomodo com algo que foi dito é porque de alguma forma o relatado reverberou dentro dela. E se reverberou deixando sensações “IRC” em relação a um outro há que se revirar esse virado. Ou, revidar virando tudo. Decisões. Sempre elas. E voltamos ao quem quero ser.

Reli decidiu a um tempo quem queria ser. Prefere não plantar nada que possa lhe trazer constatações óbvias de que se é levada pelos instintos mais bestiais. E isso faz Reli se achar muito nobre. De uma grandeza... E toda essa boniteza de valores pode chegar a um fim bastante desviado do que se pretende. Ego inflado. Ou seja, Reli reflete em como todos os caminhos podem nos levar aonde queremos ir. Ou não.

Com nós nas idéias Reli parará de refletir. Por hora.

2 comentários:

  1. Isto é como andar o tempo todo numa corda bamba...nunca conseguimos ser TUDO DE BOM para TODOS OS QUE BEM AMAMOS. Os nós existem...boa pedida parar de muito refletir, já que não adianta mesmo. E aqui cabe o velho clichê :"de boas intenções o inferno tá cheio"...há atualmente, mais do que nunca antes, uma maldade mais maldosa daquela que poderíamos chamar de natural...aquela, da desconfiança pré-moldada nas mentes perturbadas e mal resolvidas. Os mais sensíveis sofrem com estes ataques de tubarão branco e aqui vai a crítica do criticismo exacerbado: é sempre a mesma merda! (com perdão da má palavra). O chato disto tudo é que acabamos compulsoriamente por colocar uma venda nos olhos, um esparadrapo na boca e tampões de ouvidos...não falar, não se comunicar, se alienar...boa maneira de evitar maiores aborrecimentos mas que com certeza não podemos manter decidido por muito tempo. Idealmente, a saída seria se internar num mosteiro e ficar "contemplando" a vida passar...estas são palavras de quem foi também devastadoramente muito bem criticada, e acabou por se entristecer mais do que merecia. A nobreza, neste caso, consiste apenas em admitir que esta dor dói. O resto, o tempo refletirá...

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  2. quero que o que escrevo entendas: a mim, pulsas como já conhecida. e o que escreves é como o que a mim, compreendas.
    como mesmo te chamo?
    do
    Cgurgel

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